O Ateneu, obra do autor Raul Pompéia, sobre o qual terei a oportunidade de falar em uma outra postagem, chamou-me a atenção quando percebi as semelhanças, mesmo que poucas, entre este livro e o longa- metragem do diretor Peter Weir, Dead Poets Society, Sociedade dos Poetas Mortos.
Bom, ao ler O Ateneu, senti uma íntima relação de características comuns em ambas as obras, comecemos a destacá-las!
No filme Dead Poets Society,a história passa-se na tradicional e conservadora Academia Welton, cuja possui como pilares de instituição: tradição, honra, disciplina, excelência. Elemento curioso ao ser analisado com o livro , cuja história passa-se no tradicional Ateneu, instituição de ensino reconhecida por sua qualidade e mérito na formação de jovens, cuja administração cabe ao renomado diretor Aristarco, que zela e responsabiliza-se por manter a ordem e o bom nome do lugar.
No longa, conta-se das descobertas e ânsias de jovens que veem-se na oportunidade de experimentarem da vida algo nunca antes experimentado, principalmente um dos jovens da trama, Todd A Anderson, o qual surpreende-se ao descobrir a Welton, não somente pela sua estrutura, mais também pelas amizades que lá faz. O mesmo fato acontece no Ateneu, Sérgio, um jovem que vê-se separado dos pais, do afeto materno, e diante da obrigação da maturidade, ingressa no Ateneu, aos onze anos de idade, onde tem contato com toda sorte de experiências, que até então eram inexistentes para ele, como amor, amizade, autoritarismo, força, sexo e todas as leis que regiam aquele lugar agora estabelecido com sua estadia. Lá também fez amizades e vivencia cada dia na esperança da memória, daquela que restou-lhe já adulto.
É extraordinário como duas obras tão distintas, possuem traços tão semelhantes.
Raul Pompéia, Peter Weir. O Ateneu, Dead Poets Society. 1888, 1989.
Cento e um anos separam essas obras, porém nem toda a eternidade separará o que há além do escrito: aquilo que se quer dizer.
A semelhança é tanta que o trecho a seguir reune um diálogo do pai de Sérgio entrelaçado a um discurso de John Keating, de D.P.S..
''Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta''.
''Carpe diem. Seize the day, boys. Make your lives extraordinary''.
(''Carpe diem. Aproveitem o dia, garotos. Façam de suas vidas extraordinárias'').
Isso é espetacular. Leiam mais, há um mundo questionável e mares navegáveis nas páginas dos escritos, entreguem-se. Permitam-se raciocinar!
A.M., Gracias!
CARPE DIEM. 



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