sexta-feira, 12 de abril de 2013

Além-mais...

''E deixe que o mar te leve junto a ele, de verdade, deixe-se levar, pois ele esconde segredos e sossegos imensuráveis. Não precisa saber nadar, porque no mar tudo ganha vida nova, se renova. Lava-se a alma''.
                                                                                                                                                       A.M.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um pouco de vida...




O menino azul
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.

Cecília Meireles.


A.M.

sábado, 30 de março de 2013

Alusão.

Sai da Frente Poético

Quando passei um anjo esbelto,
 desses que tocam trombeta,
 anunciou: vai ser universitária na vida.
 Cargo muito pesado para menina, 
esta espécie ainda deslocada.
 Aceito os subterfúgios que me cabem,
 sem precisar fugir.
 Não sou feia que não possa namorar,
 acho o Recife uma beleza
 e ora sim, ora não, creio em TCC sem dor. 
Mas o que sinto escrevo. 
Cumpro a sina. Inauguro linhagens, 
fundo reinos - dor não é amargura.
 Minha tristeza não tem pedigree, 
já a minha vontade de alegria,
 sua raiz vai ao meu tio Motô.
Vai ser universitário na vida é maldição para homem.
 Mulher é desdobrável.
 Eu sou.

Amanda Mirella.

E aí Marcadores! O poema, fala sobre minhas expectativas e perspectivas a respeito da universidade. Bom, como vocês bem devem conhecer o poema de Adélia Prado, Com Licença Poética, fiz essa alusão a um escrito tão querido e versátil como este!
Espero que gostem, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Até lá!
Obrigada pela leitura!
A.M.

Interação em Ação

Com Licença Poética

Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Poema de sete faces

''Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida''.

Carlos Drummond de Andrade.

''A intertextualidade confere aos escritos uma característica atemporal, que nos revela o quanto ainda há em comum entre as inspirações e temas explorados anteriormente, que servem de alimento e sonho para novas aspirações''.
                          A.M.



segunda-feira, 18 de março de 2013

Palhinha...Estrofes efêmeras.

''Somos muitos, mas poucos
Somos poucos e fracos
Somos muitos, mas fracos
Somos poucos e loucos''.  
                                         Amanda Mirella, 2012.

Além-mais

''Às vezes as maravilhas estão escondidas mais profundamente, não deixe-se levar pelas aparências ou superficialidades. Continue cavando, amigo. Continue cavando''.
                                                                                                                                    A.M.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Coincidências ou não... O Ateneu & Dead Poets Society.

  O Ateneu, obra do autor Raul Pompéia, sobre o qual terei a oportunidade de falar em uma outra postagem, chamou-me a atenção quando percebi as semelhanças, mesmo que poucas, entre este livro e o longa- metragem do diretor Peter Weir, Dead Poets Society, Sociedade dos Poetas Mortos.
  Bom, ao ler O Ateneu, senti uma íntima relação de características comuns em ambas as obras, comecemos a destacá-las!
  No filme Dead Poets Society,a história passa-se na tradicional e conservadora Academia Welton, cuja possui como pilares de instituição: tradição, honra, disciplina, excelência. Elemento curioso ao ser analisado com o livro , cuja história passa-se no tradicional Ateneu, instituição de ensino reconhecida por sua qualidade e mérito na formação de jovens, cuja administração cabe ao renomado diretor Aristarco, que zela e responsabiliza-se por manter a ordem e o bom nome do lugar.
  No longa, conta-se das descobertas e ânsias de jovens que veem-se na oportunidade de experimentarem da vida algo nunca antes experimentado, principalmente um dos jovens da trama, Todd A Anderson, o qual surpreende-se ao descobrir a Welton, não somente pela sua estrutura, mais também pelas amizades que lá faz. O mesmo fato acontece no Ateneu, Sérgio, um jovem que vê-se separado dos pais, do afeto materno, e diante da obrigação da maturidade, ingressa no Ateneu, aos onze anos de idade, onde tem contato com toda sorte de experiências, que até então eram inexistentes para ele, como amor, amizade, autoritarismo, força, sexo e todas as leis que regiam aquele lugar agora estabelecido com sua estadia. Lá também fez amizades e vivencia cada dia na esperança da memória, daquela que restou-lhe já adulto.

  É extraordinário como duas obras tão distintas, possuem traços tão semelhantes. 
Raul Pompéia, Peter Weir. O Ateneu, Dead Poets Society. 1888, 1989.
  Cento e um anos separam essas obras, porém nem toda a eternidade separará o que há além do escrito: aquilo que se quer dizer.
  A semelhança é tanta que o trecho a seguir reune um diálogo do pai de Sérgio entrelaçado a um discurso de John Keating, de D.P.S..

''Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta''.
''Carpe diem. Seize the day, boys. Make your lives extraordinary''.
(''Carpe diem. Aproveitem o dia, garotos. Façam de suas vidas extraordinárias'').

  Isso é espetacular. Leiam mais, há um mundo questionável e mares navegáveis nas páginas dos escritos, entreguem-se. Permitam-se raciocinar!
                                                                            A.M., Gracias!





                                                                       CARPE DIEM.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mural- A explosão do Eu

A corpo pode tornar-se pequeno a ponto de não conter o ser, fragmentando-se e formando as estrelas, estrelas-almas.

Plus Ultra!

''- Nenhum defeito?
- Nenhum - disse em coro a assembléia.
- Nenhum vício?
- Nada.
- Tudo perfeito?
- Tudo.
- Não, impossível, bradou o alienista. Digo que não sinto em mim essa superioridade que acabo de ver definida com tanta magnificência. A simpatia é que vos faz falar. Estudo-me e nada acho que justifique os excessos de vossa bondade.
      A assembleia insistiu; o alienista resistiu; finalmente o Padre Lopes explicou tudo com este conceito digno de um observador:
      - Sabe a razão por que não vê as suas elevadas qualidades, que aliás todos nós admiramos? É porque tem ainda uma qualidade que realça as outras: - a modéstia''.
                                                                                                O Alienista - Machado de Assis

''As vezes esquecemos as nossas potencialidades, as deixamos cair na rotina, não as deixem cair na rotina, por deus lembrem quem somos, nós somos nós, o nós que outros jamais serão, somente nós''.
                                                                                                                                               A.M.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu quero é botar meu bloco na rua - Especial Carnaval



  Olá Marcadores, já estão sentindo o clima de festejo e alegria que contagia todo o mundo, não? Nem eu. Sério, eu não sou nada contra o povo comemorar mais acho a história por trás da história mais interessante do que essa alegoria midiática e comercial que tornou-se o carnaval. Admiro os festejos de todos os lugares do país, realmente eu aprecio...os festejos e as tradições, não o que se busca alcançar através desses meios.     Bom, por hora venho escrever uma postagem contando um pouco sobre a história do Carnaval, uma história que é, pelo o menos para mim, muito interessante e que expressa culturas e tradições peculiares e interessantíssimas. Marcadores, marquem aí!

  O Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. Esse período de festas é regido pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo ''adeus à carne'' ou do latim ''carne vale'', dando origem ao termo ''carnaval''. Durante esse período havia uma grande oncentração de festejos populares, festejos estes que eram marcados pela cultura e costumes de cada cidade. Já o carnaval moderno, como o conhecemos hoje, com seus desfiles e fantasias deriva da sociedade vitoriana do século XIX. Vocês sabiam marcadores que Paris têm tudo a ver com o carnaval? É, a cidade foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto :e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque.

  Adentrando um pouco mais nas origens antigas da festa, temos que a festa surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações fazia com que diversas festividades se manifestassem próximas à Quarta-feira de Cinzas. Ao contrário da Quaresma, a festa faz-se mesmo na chamada Terça-feira Gorda, do francês ''Mardi Gras'', que é sinônimo de Carnaval. Bom Marcadores, como vocês devem imaginar ou ao menos ter uma relativa ideia dos estilos de comemorações da Antiguidade(Aquelas aulas de História da Arte que quase todos dormem...é, elas mesmas, ensinam muito a respeito deste assunto), sabem que a maioria das festividade da Antiguidade, mesmo com povos e culturas tão diversas, tinham em comum algumas características: festas banhadas a bebida e boa comida, celebrações animadas ao som de músicas características de cada sociedade e a busca incessante pelos prazeres sexuais, além do culto à(s) divindade(s).

  Com o Carne Vale não seria diferente, a festa que carregava todas essas características prolongava-se pelas ruas, casas e praças da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Nesse período todas as atividades comerciais eram suspensas, assim como os escravos ganhavam uma liberdade provisória e um maior relaxamento social, para terem a liberdade de fazer o que quisessem. Também eram distribuídos presentes e era eleito em ''Rei'' que comandava o cortejo pelas ruas, o chamado ''Saturnalicius princeps''. No período Renascentista foram encorporados ao festejo o baile de máscaras, as fantasias luxuosas e os carros alegóricos(Fazendo entender de onde vêm essa necessidade de exuberância do carnaval). Assim com os variados tipos de aglomerações e festejos, ao longo do tempo, o carnaval sofreu e ainda sofre transformações, fazendo o que foi ontem, o espetáculo de hoje, ou seria tudo o reflexo de um passado mais ameno, como artifício para esquecer a verdadeira realidade por ao menos alguns dias? Isso nuca iremos saber, já que o homem para não sentir-se vazio tenta ocupar-se de algo, de qualquer coisa.

  Bom Marcadores, por hora é isso! Como sempre, seguem imagens referentes ao temas dessa postagem, algumas fotografias que achei interessante e que revelam as mudanças do Carnaval ao longo dos tempos.

Espero que gostem, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Obrigada pela leitura!
                                                                                                                                                  A.M.














terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Olhar Demorado

A boba

A boba olha, mas ninguém nota
A boba sabe que sabe, mas faz-se torta.
Quem olha a boba nem imagina
Que ali dentro daquela senhora
Que vê-se agora corroída pela hora
Já morou uma pura e boba menina.
                                               Amanda Mirella.



Trovadorismo - Edição especial: Escolas Literárias



  Olá Marcadores! Como prometido estou aqui hoje para iniciar as Edições Especiais, tendo esse mês como assunto central as Escolas ou Movimentos Literários. Bom, mas antes de tudo vamos começar com uma Introdução e Periodização da Literatura (lembrando que nenhum movimento literário tem data exata de término ou início, sendo esta estabelecida apenas para fins didáticos, facilitando a organização cronológica).

Como vamos falar de Trovadorismo, vamos falar de Literatura Portuguesa! Então comecemos.

  A história da literatura portuguesa tem início em meados do século XII, como Portugal se constitui como estado independente.
Encontram-se divididos em três grandes eras os mais de oito séculos de produção literária portuguesa:
- Era Medieval, Era Clássica, Era Romântica ou Moderna.
  Estas eras literárias foram divididas em fases menores, em função dos estilos individuais dos artistas, contexto histórico e tendências de cada período, formando as Escolas Literárias. Vejamos a periodização de cada Escola para um maior entendimento ao decorrer dessa Edição Especial.

PORTUGAL 

Era Medieval- Trovadorismo (1189), Humanismo (1418);
Era Clássica- Classicismo (1527), Barroco (1580), Arcadismo (1756);
Era Romântica/ Moderna- Romantismo (1825), Realismo/ Naturalismo (1865), Simbolismo (1890), Modernismo (1915).
  Agora que já temos uma base periódica, vamos mergulhar fundo no maravilhoso e encantador mundo do TROVADORISMO.
 Os Trovadores nada mais eram que os ''poetas'' da Idade Média. O termo trovador origina-se de trobadour, que significava ''achar'' ou '' encontrar, isso porque cabia ao trovador ''encontrar'' a melodia e adequá-la ao versos. As composições eram basicamente compostas para serem cantadas acompanhadas de instrumentos como a lira, a cítara, harpa ou viola, por isso são chamadas de cantigas. Vejamos agora alguns artistas medievais:
Trovador - geralmente nobre, possuidor de uma cultura erudita, não recebia por suas composições;
Jogral - compositor, saltimbanco ou ator que recebia por suas apresentações;
Segrel - fidalgo decaído que apresentava-se nas cortes, em troca de dinheiro, juntamente com seu jogral. Pode ser considerado um trovador profissional;
Menestrel - artista que servia a uma determinada corte;
Jogralesa ou soldadeira - moça que acompanhava os artistas dançando, cantando e tocando castanholas.

#MARCAÇÃO CURIOSA
  O primeiro texto literário que se tem registro é a ''Cantiga da Guarvaia'' ou ''Cantiga da Ribeirinha'' (1189 ou 1198), cantiga de amor de autoria de Paio Soares de Taiverós.

  Falemos um pouco sobre o contexto histórico-cultural então. Os séculos XI e XII são marcados pelo Feudalismo no plano político-econômico e pelo espírito teocêntrico (deus como o centro de todas as coisas) no plano religioso. A sociedade medieval era basicamente composta por clero, nobreza e camponeses, estava estruturada numa relação de suserania e vassalagem, onde o vassalo(povo) servia e obedecia ao suserano (senhor feudal) em troca de proteção e assistência econômica. Essa estrutura era reforçada pelo teocentrismo que difundia a relação de destino e aceitação das posições sociais, gerando acomodação por parte da sociedade (maldita estagnação, atrasou tanta coisa).

Produções Literárias ( finalmente)
  O que conhecemos como da poesia trovadoresca antes do aparecimento da escrita, está contido em obras conhecidas como cancioneiros, manuscritos antigos encontrados a partir do final do século XVIII. Os três mais importantes são:
- Cancioneiro da Ajuda ou do Real Colégio dos Nobres – reúne 310 composições, das quais 304 são cantigas de amor ,foi organizado por D. Dinis e é o mais antigo de todos. Encontra-se na Biblioteca da Ajuda, em Portugal.
- Cancioneiro da Vaticana – reúne 1205 poesias, de autoria de163 trovadores. Conserva-se ainda hoje na   Biblioteca do Vaticano, em Roma.
- Cancioneiro da Biblioteca Nacional – também conhecido por Cancioneiro de Colocci-Brancuti, em homenagem a um de seus antigos possuidores. É o mais completo de todos, contendo 1647 cantigas de todos os gêneros. Encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, em Portugal.

Poesia - CANTIGAS
Líricas - De amor, De amigo.
Satíricas - De escárnio, De maldizer

  Nas Cantigas de Amor, de origem provençal (Provença região sul da França), o trovador, posicionando-se num plano inferior – como um vassalo, canta o sofrimento pelo amor não correspondido e as qualidades de uma mulher idealizada e inatingível, a quem chama de “minha senhor”.

“Senhor fremosa, pois me non queredes

creer a coita en que me tem amor,

por meu mal é que tan bem parecedes

por meu mal vos filhei por senhor

e por meu mal tan muito bem oí

dizer de vós, por meu mal vos vi

pois meu mal é quanto bem vós havedes.”

                                             (Martim Soares, século XIII)


  Originárias da Península Ibérica, as Cantigas de Amigo apresentam um eu-lírico feminino, embora fossem produzidas por homens. Nelas a mulher canta a ausência do “amigo” que está afastado, geralmente a serviço do rei ou em guerras. Ao contrário das primeiras, que refletiam a corte, as Cantigas de Amigo descrevem um ambiente pastoril, a moça ao cantar seus sentimentos dialoga com a mãe, a amiga e elementos da natureza.




“Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
e ai deus, se verrá cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
e ai Deus, se verrá cedo!
Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
e ai Deus, se verrá cedo!...”
                         ( Martim Codax, século XIII)


  Produzidas com o objetivo de satirizar as pessoas e os costumes da época, as Cantigas de Escárnio continham uma sátira indireta, marcada por ambiguidades e sutilezas, dificultando a identificação da
pessoa atacada.


“Ua dona, nom digu’eu qual,
non agoirou ogano mal
polas oitavas de Natal:
ia por as missa oir
e ouv’un corvo carnaçal,
e non quis da casa sair...”
                          (Joan Airas de santiago, século XIII)


  Já as Cantigas de Maldizer continham ataques diretos, sem a preocupação de ocultar a identidade da pessoa satirizada, apresentando muitas vezes expressões de baixo nível e obscenidades.


“Ai, don fea! Fostes-vos queixar
porque vos nunca louv’en meu trobar;
mais ora quero fazer un cantar
en que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandía...”
                          (Joan Garcia de Guilhade, século XIII)

Prosa - NOVELAS DE CAVALARIA


  A prosa medieval, posterior à poesia, é representada basicamente pelas novelas de cavalaria, narrativas de cunho cavaleiresco e religioso que contavam as aventuras de grandes reis e seus cavaleiros.
  Destacam-se entre elas a História de Merlim, José de Arimatéia e a Demanda do Santo Graal. Havia também outros textos em prosa, assim divididos:
• Hagiografias – biografia de santos;
• Livros de Linhagens ou Nobiliários – relatos genealógicos de
famílias nobres;
• Cronicões – livros de crônicas.

  Para terminar Marcadores, costuma-se afirmar, didaticamente, que o Trovadorismo termina com a nomeação de Fernão Lopes (Figuraça da prosa humanista) para o cargo de cronista-mor da Torre do Tombo, em 1418, marcando o início do Humanismo, tema do nossa próxima postagem dessa Edição mais que especial, mais que longa e cansativa, mais que tudo, mas para vocês.

  Termino essa postagem nesse ar provençal, para quem se interessar em uma leitura extra, seguem alguns endereços referentes ao assunto, e como sempre imagens para deixar-nos com gostinho de quero mais.
Espero que gostem, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Obrigada pela leitura!
                                                                                                                                                 A.M.

http://www.geocites.com/athens/thebes/1862/trovadorismo.html
http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/trovador.htm
http://geocities.com/ink_br/trovadorismo.htm

http://www.youtube.com/watch?v=Q_1EDSpz-fE




''É possível sentir o clima provençal, cantigas correm soltas pelas torres palacianas, levadas pelos ventos perfumados das rosas do campo da saudade que ecoam ao som da trova solitária que vaga pelos ares, na esperança de ter sua voz ouvida pela pessoa amada, de ser ouvida ao menos''.
                                                                                                                        Amanda Mirella






segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Olhar Demorado

Um pouco de Honório

Todos temos um pouco de Honório na vida
Seja na raça, história, memória esquecida
Velhos escritos revelam, o que o corpo renega
Com a luz dessa vela inundada
Eterna chama incendiada
Com o corpo e a alma se entrega.  
                                                                 Amanda Mirella




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Da DICA ao LIVRO - The Peases


Dica de Livro
  E ai gente, estamos bem? Se sim, que ótimo. Se não, vamos ficar agora porque trago aqui uma sugestão de livro que não tem contraindicações, e os únicos efeitos colaterais que possui são possíveis cargas de sabedoria, crises de entendimento, febre de reparos e visão diferenciada. Apresento a vocês um livro dos autores de Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? Com mais de 825.000 exemplares vendidos no Brasil, Desvendando os segredos da Linguagem Corporal, por Allan & Barbara Pease, publicado pela editora Sextante.
  Bom, Desvendando os segredos da Linguagem Corporal tem como proposta aprimorar a análise dos gestos corporais por parte do leitor, tendo em vista que estes dizem muito mais do que a própria linguagem falada. A obra têm como base modernas pesquisas científicas, com as quais os autores nos ensinam a ler nas entrelinhas e a detectar as contradições entre as palavras e os gestos das outras pessoas, fazendo com que os nossos próprios movimentos sejam aprimorados a fim de transmitirmos com o corpo aquilo que queremos transmitir com a mente. Possui uma linguagem Formal e leve, com fácil entendimento, possui também algumas ilustrações para uma observação mais ampla do leitor nesse verdadeiro treinamento de leitores corporais. Para dar uma palhinha desse palheiro que é essa obra, eu transcrevi alguns tópicos da capa, diretamente do meu exemplar(*-*), para vocês leitores, a fim de persuadir as suas mentes a lerem esse livro(é função conativa mesmo, haha), olhem ai.
‘’Este guia fundamental ensina como melhorar os relacionamentos, aumentando nossa capacidade de comunicação e entendimento com as pessoas. Além disso, você vai descobrir como:
·         Causar uma impressão positiva
·         Ser bem-sucedido em entrevistas e negociações
·         Saber se uma pessoa está disponível
·         Criar vínculos rapidamente e obter a cooperação dos outros
·         Tornar-se uma pessoa agradável e sociável
·         Saber se uma pessoa está mentindo
·         Ler nas entrelinhas
·         Usar a linguagem corporal para conseguir o que deseja
·         Reconhecer sinais amorosos e jogos de poder’’.
E aí, vontade de ler? Seguem endereço e ilustração (Diva) da capa.

  Vale a pena a leitura, seus horizontes ampliam-se após o envolvimento com a obra, sem dúvida não olho mais para uma pessoa do modo que olhava antes, agora eu observo muito além do que ela quer dizer, observo quem ela realmente é. Quer observar também? Leia, e divirta-se muito! Espero que gostem, espero vocês na próxima postagem. Gracias!
A.M.

Da DICA ao LIVRO - Augusto Cury

  Para começar a semana bem, venho aqui para indicar um livro muito bom, super interessante, que não tem contraindicações e vai satisfazer a quem o ler. O livro se chama Manual Dos Jovens Estressados- Mas Muito Inteligentes, do escritor brasileiro Augusto Cury, considerado o autor mais lido da década no Brasil segundo a Folha de S.Paulo,Veja On Line e a IstoÉ(só para constar). Esse livro já possui mais de 18 milhões de venda somente no Brasil e já foi publicado em mais de 60 países. Como eu sei que os Marcadores que lerem esse texto e se interessarem irão ficar curiosos, digitarei a descrição diretamente do Livro para vocês, marquem ai.

''  Na era da internet, das redes sociais, dos jogos de videogame, da TV a cabo, que se misturam com cinema, jornais, estudos, são tantas informações e atividades que é muito difícil não saturar o cérebro. Você acorda cansado? É impaciente? Quer tudo na hora? Tem dores de cabeça? Detesta ouvir não? Tem dificuldade de concentração? Anda esquecido? Sua mente é agitada? Quando alguém o critica ou algo não dá certo, você fica irritadíssimo?
  Se você tem alguns desses sintomas, você está estressado. E se está estressado, bom, você é normal. Afinal, nada mais normal hoje em dia do que ser estressado. Mas isso significa também que este livro é para você. Nele, Augusto Cury vai ajudá-lo a enfrentar seus desafios, como também a estar preparado para fracassos e vitórias que nem sempre virão exatamente como planejamos''.

  Seguem uma ilustração do livro(detalhes internos maravilhosos) e um dos endereços onde pode-se adquirir o seu!

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4266205/manual-dos-jovens-estressados-mas-muito-inteligentes!

Bom por hora é só Marcadores!
Espero que gostem, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Obrigada pela leitura!
A.M.

Edições especiais: Escolas Literárias!

  Venho em primeira mão informar que a partir do dia 5 de fevereirode 2013 serão publicadas edições especiais sobre escolas literárias, já que agora em sou uma estudante de Letras( É eu passei!), vou aplicar os conhecimentos assimilados e difundi-los para o maior número de pessoas! Reservei o mês de Fevereiro para falar um pouco sobre o Trovadorismo e a Arte cantada!
Espero que gostem, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Obrigada pela leitura!
A.M.

Além-mais...

''A História é o momento que faz, mas nem sempre aquele momento é registrado e recontado como realmente aconteceu''. Escrevi essa frase pensando em como nós somos suscetíveis a manipulações e farsas que nos são passadas como Verdades Irrefutáveis, pois é nós nunca saberemos se o que nos contam ou o que vemos ou o que somos, é algo real ou é simplesmente o que queremos ver ou ouvir ou viver...Penso nisso todos os dias, a História que nos é passada esconde muito mais do que já se descobriu, acho que esse Além-mais fica fora do simples plano de visão do homem, que procura apenas aquilo que lhe serve de resposta a dúvida, porém esquece, na verdade não se dá conta, de que a verdade que tanto procura não está na resposta, mas sim na dúvida! Esse ideal é a base de um dos meus romances, The Light, uma das minhas apostas e uma das minha melhores histórias, aguardem que em breve postarei periodicamente partes de capítulos, mas isso é para depois, por hora realizo uma postagem destruidora de infâncias diria, que nada, é algo interessante e abre as nossa mente para novas interpretações e versões de coisas velhas, tornando-as mais atrativas e diferentes. Espero que esse texto marque a sua mente! 


Chapeuzinho Vermelho- Diferentemente da história contada a todas as crianças, onde a chapeuzinho quase é devorada pelo lobo porém é salva por um bravo lenhador e tudo termina bem, na versão original em francês (por Charles Perrault) as coisas são bem diferentes. Conta a história que uma mocinha muito educada(Chapeuzinho) acaba por receber falsas instruções de um lobo durante a procura do caminho até a casa de seus avós(Vai saber como ela entendeu o lobo, vai que ela era parente distante do Dr. Dolittle). Então a pequena menina desventuradamente segue os conselhos do lobo e no fim de uma estrada é devorada, sem lenhador, sem vovó, só o lobo e uma menininha, ah doce menininha,morta. A Moral da história é não seguir os conselhos de estranhos.

A Pequena Sereia- Na primeira versão por Hans Christian Andersen, a maldição da bruxa era que a sereiazinha morreria se o príncipe se casasse com outra, então, suas irmãs cortam seus próprios cabelos e os dão à bruxa em troca de um punhal que devia ser enterrado no coração do príncipe para salvar sua irmã mais nova. Porém, para não morrer, a sereiazinha teria que matar o príncipe naquela noite e deixar gotas do sangue dele caírem em suas pernas para que ela voltasse a ser sereia. Não tendo coragem de matar seu amor, ela se sacrifica e morre, transformando-se em espuma(Ismália?)

Branca de Neve: A verão conhecia relata que a Rainha pede ao caçador para matar Branca de Neve e trazer o seu coração como prova, porém este não é feito pelo caçador que se faz incapaz de tal atrocidade. No conto original a Rainha realmente pede o fígado e os pulmões de Branca de Neve ao caçador para serem servidos no jantar daquela noite(Antropofagia?). Também na versão original, conta-se que Branca de Neve desperta de seu sono profundo devido ao balanço da cavalgada em direção ao castelo do Príncipe. O conto termina com a Rainha sendo forçada a dançar em sapatos em brasas até a morte.

Cinderela- O conto de fadas tem suas origens no por volta do Século I a.C quando a heroína de Strabo se chamava Rhodopis, e não Cinderela. A história era muito semelhante à moderna, com a exceção do sapatos de vidro e da carruagem de abóbora. No conto original as desagradáveis irmãs-más cortam partes de seus próprios pés, para servir nos sapatos de cristal – esperando enganar o príncipe. O príncipe é alertado para o golpe por dois pombos que bicam os olhos das irmãs-más . Elas acabam por passar o resto de suas vidas como pedintes cegas enquanto Cinderela vivia no luxo, no palácio do príncipe.

Seguem algumas imagens referentes ao tema, pois sou completamente apaixonada por efeitos visuais, que complementam e enfatizam as histórias!














Espero que tenham gostado, espero sugestões, espero vocês na próxima postagem. Obrigada pela leitura!
A.M.